Síndrome do Acelera

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Síndrome do Acelera

Encontrar informações em grandes quantidades a todo o momento acaba por sobrecarregar o nosso cérebro.
A qualquer momento sinto…

  • Ansiedade;
  • Dificuldade de concentração;
  • Lapsos de memória;
  • Cansaço;
  • Irritabilidade;
  • Inquietação;
  • Intolerância à contrariedade;
  • Mudança de humor;
  • Insatisfação constante;
  • Sintomas psicossomáticos: dor de cabeça, dores musculares;, queda de cabelo, gastrite, entre outros.

    Este pode ser o seu síndrome!

Com as excessivas atividades, informações e estímulos sociais a que somos submetidos todos os dias, a toda a hora, os sintomas deste síndrome estão relacionados directamente à dificuldade de gerenciar pensamentos, e acomete geralmente estudantes que passam longas horas por dia em sala de aula e profissionais que vivem sob constante pressão no ambiente de trabalho.

Estima-se que 80% da população sofra deste síndrome actualmente, que afecta grande parte da sociedade moderna, inclusive crianças, e isto pode causar grandes prejuízos, dificultando o desenvolvimento de capacidades essenciais, como a criatividade, inovação, reflexão, persistência.

Imagine que está na cadeira do escritório ou no banco do metro ou do autocarro, diante do screen do seu telemóvel, está a ler uma noticia sobre as eleições (ou outra nada politicamente correcta). É bem possível que tenha outras apps abertas: Facebook – de onde clicou para ler a noticia, YouTube – onde estava a ouvir musica até então e por aí fora.

No Facebook, uma das opções de comunicação e informação do momento, assistimos a vídeos, clicamos em links, fotos, diversos pensamentos e opiniões dos amigos (ou não), conhecemos pessoas, grupos e páginas, etc.. Para nós, essa alta quantidade de informação já é algo comum, e por isso nem nos apercebemos que, no final das contas, tudo isto pode mudar a forma como o nosso cérebro trabalha.

A impressão é que estas modernices nos deixaram mais ansiosos, mais stressados e com menos tempo. Se antes era preciso recorrer à biblioteca para estudar alguns assuntos, hoje, pouco temos de dar ao dedo para ter acesso a todo tipo de informação.

Logicamente, isto tem as suas consequências, e com a informação em excesso, vieram as novas doenças, síndromes e condições mentais. O transtorno de ansiedade, por exemplo, acabou a ganhar novos sócios!

Viver com o síndrome do pensamento acelerado significa ter uma série de dificuldades mentais: é difícil concentrar-se para ler um livro, é difícil começar e terminar uma tarefa sem interrompê-la inúmeras vezes, é difícil conseguir dormir, inclusive.

Estes sintomas acontecem porque o córtex cerebral fica sobrecarregado, o que resulta numa mente de pensamentos inquietos e acelerados. As pessoas com este tipo de interferência cerebral, digamos assim, tendem a ser também mais ansiosas, impacientes e intolerantes, com a constante sensação de que as 24 horas do dia são insuficientes para que todas as tarefas sejam realizadas. O que acaba por prejudicar outras funções cerebrais, e deixam a pessoa com aquela sensação de cansaço mental e, consequentemente, de cansaço físico também, sem disposição – o córtex acaba por usar a energia que deveria ser enviada para o resto do corpo.

Para regularizar esta situação é importante controlar o acesso à tecnologia e informação, evitando excessos, mas também os cuidados com a alimentação e o corpo são essenciais.

Algumas dicas para evitar a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA)

  • Ouvir uma música baixinha e relaxante durante o período de estudo ou de trabalho. Recomendam-se sons da natureza e música clássica, que melhoram a concentração, acalmam a mente e nos dão a sensação de paz;
  • Escolha as suas actividades diárias por níveis de prioridade e evite que estímulos externos atrapalhem o seu planeamento;
  • Separe uns minutos do dia para actividades de meditação ou exercícios físicos e faça disso uma rotina em sua vida;
  • Se os sintomas persistirem, procure a ajuda especializada de um psicólogo ou psicanalista. A sua saúde (e a dos outros) agradece;
  • Evite ao máximo envolver-se em discussões e polémicas, o que pode gerar uma confusão mental pelo excesso de informações;
  • Separar até 3 momentos do dia para entrar nas redes sociais e não estar sempre online;
  • Conversar pessoalmente com amigos e expor os sentimentos, falar sobre as suas vitórias e derrotas – porque isso humaniza as relações, fortalecendo-as, tornando-as mais apreciadas do que na realidade virtual que pode aprisionar a mente.

 

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